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Em 2016, será Clinton versus Bush?

gustavochacra

09 de novembro de 2012 | 14h32

Eleições nos EUA 2012

Hoje será meu último post sobre as eleições de 2012 aqui nos EUA. E já abro com a perspectiva para 2016. No lado democrata, Hillary Clinton deve ser a candidata se quiser. Dificilmente alguém a derrotaria em primárias. Quatro anos atrás, apenas perdeu porque John Edwards roubou votos importantes de trabalhadores brancos ligados a sindicatos e a campanha de Barack Obama foi bem mais hábil.

Desta vez, Hillary não deve ter nenhum adversário de peso em seu partido. Andrew Cuomo, governador de Nova York, tende a ser leal aos Clinton e talvez opte por não bater de frente com a secretária de Estado. Ainda que mude de idéia, seria muito difícil derrotá-la. Elizabeth Warren, senadora eleita por Massachusetts, é esquerdista demais para sonhar com uma candidatura. Nem Ted Kennedy conseguiu com posições ideológicas ainda mais moderadas do que as dela.

No lado republicano, há muitos nomes para as primárias. Marco Rubio, senador pela Flórida, traz o voto hispânico e também um carisma difícil de ser igualado no partido. Paul Ryan sai fortalecido depois de sua candidatura a vice. Sua postura foi correta e conta com a simpatia do Tea Party.

Jeb Bush tem mais experiência do que ambos, é mais moderado e também atrairia os latino-americanos – é fluente em espanhol e casado com uma mexicana. Assim como Rubio, possui planos para a imigração bem mais moderados do que os de Obama, responsável pela deportação de mais de 1 milhão de imigrantes sem documentos.

Chris Christie, governador de Nova Jersey, é espontâneo, fala o que pensa e é um republicano administrando um Estado marcadamente democrata. Mas se queimou um pouco no partido com a sua atitude durante o furacão Sandy, elogiando o presidente. Mais grave, enquanto ligou Obama para felicitá-lo pela vitória (nenhum problema nisso), apenas escreveu um email para Romney. Republicanos gostam de lealdade e aparentemente ele não foi leal, diferentemente de seus adversários.

Rand Paul deve tomar o lugar do pai como representante libertário. Certamente, pode incendiar as primárias, especialmente com os jovens. Não se esqueçam, Ron Paul, seu pai, é o político preferido também entre os veteranos de guerra. Muitos admiram uma pessoa que é mais à direita do que os republicanos em temas econômicos e mais liberal do que os democratas em questões sociais.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade ColumbiaTambém é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios


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