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As refeições em Beirute, Tel Aviv, Istambul e Tegucigalpa

gustavochacra

08 de julho de 2009 | 16h03

Eu sei que muitos leitores querem o retorno do blog para assuntos do Oriente Médio. Mas, desde o dia 28, entrei nesta cobertura e tenho me concentrado mais na América Latina. Em breve, tudo voltará ao normal. Eu também sinto falta de escrever sobre o mundo árabe, Irã e Israel.

Em Beirute, qualquer esquina tem uma banca de jornal com Newsweek, The Economist, New Yorker. As livrarias possuem uma variedade impressionante de publicações. Tel Aviv não é diferente. Sem falar na possibilidade de caminhar às margens do Mediterrâneo nestas duas cidades. Jerusalém e Damasco vencem pela história. Não existe a desculpa de não haver o que conhecer nestas duas metrópoles milenares. Istambul mistura Beirute, Damasco, Jerusalém, Tel Aviv e muito mais, até Buenos Aires.

Aqui em Honduras, é bem diferente. Esqueça o desejo de ler uma revista boa e da mesma semana que foi publicada. Livros, como escrevi antes, até podem ser encontrados. Especialmente de literatura em espanhol, em algumas das livrarias da rua Miguel de Cervantes. Mas bem longe de ter a diversidade da Antoine, de Beirute.

O problema maior, porém, se dá na hora de jantar. O período para sair é muito curto entre o fechamento do jornal e o início do toque de recolher. Para complicar, as opções são muito restritas e a saída é comer um dos pratos típicos locais – carne assada, tutu de feijão e alguns tacos. Dá saudades dos restaurantes do Líbano, em Broumana e Zahle.

Em Tel Aviv, lembro de um restaurante pequeno, no Boulevard Dizengoff, que me serviram um prato de carne com arroz e batata cozida que me fez sentir em casa. Foi das refeições mais gostosas que tive nos meus tempos de Oriente Médio. O feijão da rodoviária de Jerusalém também me surpreendeu. Igual ao do Brasil. Comi ainda, por equívoco, mas gostei, um pudim de frango em Istambul. Agora, a linguiça com geléia de cereja no armênio Al Mayyas, em Ashrafyeh (Beirute), continua insuperável no meu ranking. Sobremesa, disparado, em Trípoli. Bons tempos aqueles. Agora, o jeito é encarar Tegucigalpa, uma cidade com menos atividades do que Amã.

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