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Entenda a história dos dois suspeitos do atentado em Boston

gustavochacra

19 de abril de 2013 | 09h33

Os suspeitos por terem cometido o atentado em Boston foram identificados e seriam do Cáucaso, mas moravam desde a infância nos EUA. Eles teriam nascido na Tchetchênia, que é uma  repúblicas da Federação Russa, e possuiriam passaporte do Quirguistão, que é uma nações independentes, ex-integrantes da ex-União Soviética.

Esta região possui maioria islâmica e os dois jovens são muçulmanos sunitas. No passado recente, houve levantes separatistas na Tchetchênia e no Daguestão, onde vive o pai dos suspeitos, contra o poder central em Moscou. O governo russo foi vitorioso em ambos. Tchetchenos também fazem parte de grupos radicais ao redor do Cáucaso, da Ásia Central e do Oriente Médio. Inclusive, alguns lutam entre os rebeldes sírios contra o regime de Bashar al Assad em Damasco. Mas o foco mesmo eram atentados contra russos. Não existe preocupação com tchetchenos nos EUA.

Não se sabe, porém, a motivação dos suspeitos, sendo que um morreu e o outro está foragido. Informações iniciais coletadas na internet e publicadas em órgãos de imprensa, eles teriam motivações extremistas islâmicas.  Outras informações, de diversos amigos e técnicos esportivos, mostram dois jovens normais. Um deles, inclusive, seria carismático e praticava futebol e luta greco-romana. O outro era campeão de boxe.

As perguntas a serem feitas agora são 1) Eles agiram sozinhos? 2) Eles integravam alguma organização terrorista internacional? 3) Há risco de novos atentados nos Estados Unidos? Pelo amadorismo da ação e por eles não terem uma rota de fuga, parece que agiram por conta própria, como “Lone Wolf”. A maior parte dos analistas seguem nesta linha, embora novas informações podem aparecer ligando os dois a algum grupo terrorista. Lembrando, claro, que os dois são apenas suspeitos.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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