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Entenda o debate das armas nos EUA

gustavochacra

12 de abril de 2013 | 10h03

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O Senado americano aprovou a abertura dos debates sobre a legislação envolvendo os armamentos nos Estados Unidos. Desde o massacre em uma escola primária em Connecticut, tem crescido a pressão para haver uma maior restrição às armas no país. Mas não esperem nenhuma grande mudança.

Primeiro, os EUA culturalmente são uma nação onde se preza a liberdade individual. A Segunda Emenda da Constituição garante o direito de portar armas. E ninguém quer que este direito acabe. Os defensores de maiores restrições têm como meta um aumento na verificação de antecedentes dos compradores, especialmente na internet e em feiras de armas, e a proibição de armas de ataque, como um fuzil AR-15.

MEU COMENTÁRIO NA TV ESTADAO SOBRE A QUESTAO DAS ARMAS 

Provavelmente, apenas o primeiro item deve ser aprovado. O lobby em defesa das armas, conhecido como NRA, é poderoso no Congresso. O lobby anti-armas, bancado pelo prefeito Michael Bloomberg, ainda não tem condições de fazer frente.

Nos EUA, na minha avaliação, o melhor seria seguir adiante com as legislações estaduais. Não dá para Nova York e a Dakota do Norte terem as mesmas leis. E não tem. Assim, como deve ocorrer em uma federação de verdade, cada unidade decide o que é melhor para si.

Em tempo, eu não uso armas e jamais compraria. Acho melhor sociedades como a britânica, do que a americana, em relação a armamentos. Mas existe um contexto. Não dá para Detroit virar Londres. E para onde iriam as centenas de milhões de armas de fogo já existentes?

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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