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Entenda o uso de armas químicas na Síria

gustavochacra

19 de março de 2013 | 13h02

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O regime de Damasco acusa os rebeldes de terem sido responsáveis pelo uso de armas químicas em um ataque que matou ao menos 25 pessoas em uma região próxima a Aleppo, no norte da Síria. Os rebeldes, por sua vez, afirmam ter sido as forças de Bashar al Assad. Eu não tenho como comprovar.

Já a consultoria de risco político Exclusive Analysis avalia que os opositores não teriam condições de usar armamentos químicos neste momento. Estas, provavelmente, foram usadas pelo regime. Vale lembrar que o presidente Barack Obama considera o uso deste arsenal como um divisor de águas para intervenção.

Ainda assim, segundo a consultoria, por enquanto, Assad não deve fazer uso em larga escala de armas químicas. Para a Exclusive Analysis, isso ocorrerá apenas se a situação em Damasco se deteriorar e haver risco de a capital passar para as mãos dos opositores.

Na minha avaliação, independentemente do ataque de hoje, a Síria segue sem solução. O cenário certamente se deteriorará e haverá ainda dezenas de milhares de mortes causadas pelos dois lados em uma guerra civil.

A maior preocupação do regime é manter um corredor que liga a costa Mediterrânea, onde mantém controle quase total, a Damasco, coração do regime. Isso inclui Homs e Hama, duas grandes cidades com forte presença da oposição, embora nas mãos de Assad. Aleppo está dividida entre os dois lados. Já os opositores querem consolidar um território no interior e aos poucos se focar na batalha por Damasco.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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