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Entenda os desafios de Janet Yellen, a mulher mais poderosa da história dos EUA

gustavochacra

11 de fevereiro de 2014 | 16h56

A economista Janet Yellen, com amplo apoio de Wall Street, do mundo acadêmico e dois partidos, assumiu o comando do Federal Reserve, o FED (Banco Central dos EUA), e se tornou possivelmente a mulher mais poderosa da história americana, superando as ex-secretárias de Estado Madeleine Albright, Condoleezza Rice e Hillary Clinton.

Como comandante do FED, Yellen terá a função de controlar a inflação e a taxa de desemprego. Hoje, a inflação está longe, bem longe, de ser um problema. O patamar está abaixo dos 2% ao ano. A taxa de desemprego, apesar de estar em tendência de queda, permanece elevada, em 6,6%.

Mais grave, a quantidade de novos postos de trabalho criados nos últimos dois meses ficou aquém do esperado. A diminuição no índice de desemprego se deve mais a uma diminuição na PEA (População Economicamente Ativa) do que a um aumento no total de trabalhadores.

Ainda assim, Yellen está correta em manter a política do seu antecessor de reduzir progressivamente a ingestão de dólares na economia. Eram US$ 85 bilhões mensais e hoje está em US$ 65 bilhões. A estratégia é reduzir US$ 10 bilhões por mês.

A taxa de juros, próxima de zero, não tem como subir ainda. A ideia era começar a elevação se o desemprego se reduzisse para baixo de 6,5%. Mas é melhor manter no patamar atual, enquanto a inflação permanecer um problema distante. Se necessário, esta política pode ser alterada no passado.

Com o craque Stanley Fischer, ex-presidente do Banco Central de Israel e do Banco Mundial, como número 2 (ele nasceu no Zâmbia e tem cidadania americana e israelense), não dava para imaginar um time melhor para comandar o FED neste momento. 

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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