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Entenda os diferentes braços do Hezbollah

gustavochacra

23 de maio de 2013 | 09h50

Veja meu comentário sobre Drones no Jornal das Dez da Globo News

Alemanha, Grã Bretanha e França estudam classificar o Hezbollah como uma organização terrorista. Os EUA e Israel há anos já colocaram este grupo libanês em suas listas de grupos ligados ao terrorismo. Mas por que os europeus decidiram tomar esta atitude apenas agora? E eles estão corretos nesta decisão? Isso vou responder no próximo post, pare este não ficar longo. Aqui, apenas serei didático para explicar esta organização.

Primeiro, precisamos saber a origem do Hezbollah. O grupo nasceu por três motivos – a ocupação israelense do sul do Líbano, a marginalização dos xiitas na sociedade libanesa e a Revolução Islâmica no Irã (os iranianos e o grupo libanês são majoritariamente xiitas).

Em segundo lugar, precisamos ver o que é o Hezbollah. O grupo possui quatro braços. O político, tendo membros no Parlamento, ministros e uma aliança com partidos cristãos – isso mesmo, a maior parte dos libaneses cristãos são aliados do Hezbollah, embora muitos sejam adversários. Existe também o social, com hospitais e creches. O econômico, incluindo uma rede de TV, a Al Manar, e captação de recursos ao redor do mundo. E o militar, com uma milícia que lutou contra Israel durante a ocupação, posteriormente na Guerra de 2006 e agora está envolvida nos embates na Síria, onde se posiciona ao lado de Bashar al Assad contra os rebeldes.

Mas por que terrorista? O grupo é acusado de envolvimento nos atentados contra a AMIA, em Buenos Aires, em 1994, contra Rafik Hariri, ex-premiê libanês, em 2005, diante do Hotel San George na Marina de Beirute, e agora contra turistas israelenses na Bulgária. Acompanho bem as investigações na Argentina e no Líbano e ambas são falhas – muitos suspeitam do regime sírio, e não do grupo xiita em ambos os casos. Não estou muito a par do que ocorreu no território búlgaro para avaliar.

Mais tarde, explico o contexto das posições dos europeus.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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