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Está na hora de Israel libertar Barghouti

gustavochacra

18 de novembro de 2008 | 13h52

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediu para que o premiê de Israel, Ehud Olmert, liberte Marwan Barghouti. Seria uma ótima iniciativa de Israel para acalmar os ânimos e, quem sabe, finalmente ter uma figura moderada para unificar os palestinos. Integrante do Fatah, Barghouti também é respeitado pelo Hamas. Desde a morte de Yasser Arafat, é provavelmente o líder palestino mais popular. Mesmo detido, Barghouti manteve negociações com autoridades israelenses. E o diálogo se dava em hebraico, língua que o palestino fala fluentemente. Quem o conhece o descreve como realista. Sua prisão ocorreu em 2002 por envolvimento indireto em ataques que teriam resultado na morte de israelenses durante a Intifada. Mas não há provas conclusivas para determinar se Barghouti teve culpa.

Aliás, por que o Hezbollah não pediu, na troca de prisioneiros, para que Israel libertasse Barghouti em vez do assassino Samir Quntar, que hoje vive em sua vila druza no Shouf libanês sem falar com ninguém, mais isolado do que na prisão? Enquanto isso, desperdiçam a figura do palestino, atrás da grades. Ele poderia ser uma peça chave em um futuro acordo de paz com Israel e no fim do conflito civil entre os palestinos. Claro, alguns dirão que Barghouti poderia decepcionar tanto quanto Arafat. Mas por que não tentar?

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