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Esta não é uma das eleições mais importantes da história

gustavochacra

04 de novembro de 2012 | 13h28

Eleições nos EUA 2012

Esta não é a eleição mais importante da história dos Estados Unidos, como alguns analistas e jornalistas gostam dizer. Houve momentos muito mais históricos, como em 1860, 1940 e até mesmo 1980. Nestes anos certamente o destino americano mudou. Seria, segundo o leitor Carlos Jensen, como no boxe, onde sempre há a luta do século para atrair a audiência.

Nesta campanha, Barack Obama e Mitt Romney discordam especialmente em economia. Mas os dois precisarão trabalhar com o Congresso, que tende a ficar dividido com o controle democrata no Senado e o republicano na Câmara. Há ainda o Federal Reserve (Banco Central), que possui autonomia para política monetária.

Certamente Romney lutará por um Estado menor, enquanto Obama defende mais intervenção. Mas existe um limite para atingir este objetivo dentro do contexto político americano.

Na área social, certamente há divergências. Mas o Romney governador de Masschusetts tinha posições bem próximas das de Obama atualmente. Mudou apenas para vencer as primárias republicanas. É político, assim como o presidente, e faz qualquer coisa para chegar ao seu objetivo. Em política externa, os dois são quase iguais.

Portanto, ganhe Obama ou ganhe Romney, os EUA não ficarão tão diferentes. Lembro que o atual presidente manteve muitas políticas de George W. Bush, apesar de seu discurso na campanha de 2008. Como exemplo, ele realmente acabou com a tortura, mas deixou Guantánamo aberta.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade ColumbiaTambém é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

 

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