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EUA fortaleceram Irã com Guerra do Iraque

gustavochacra

19 de março de 2013 | 11h22

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A Guerra do Iraque serviu para derrubar Saddam Hussein e tentar um experimento democrático no mundo árabe. Na época, eram ditaduras e monarquias absolutistas por todos os lados, a não ser pelo sistema sectário libanês. Apenas para ficar claro, o regime de Bagdá, com todos os seus defeitos, nada tinha a ver com o 11 de Setembro. Como se comprovou, tampouco possuía armas de destruição em massa.

Dez anos mais tarde, realmente o Iraque está mais democrático, mas longe de ser uma democracia mesmo para os padrões da América Latina. O sistema, embora não totalmente sectário, é próximo do libanês, com divisões entre as religiões. Os cristãos, protegidos por Saddam, precisaram muitas vezes fugir para a Síria, onde são protegidos por Bashar Al Assad e agora correm riscos. E a instabilidade ainda reina em Bagdá. Apenas hoje, 50 morreram atentados terroristas cometidos por grupos ligados à Al Qaeda.

A queda de Saddam também serviu para o Irã, seu maior inimigo, se fortalecer na região. O atual governo de Bagdá é bem mais próximo do regime de Teerã do que dos EUA. Os dois atuam juntos para defender Assad na Síria. Os americanos também herdaram um conta trilionária deste conflito, além de milhares de jovens militares mortos. Foi um fracasso total e hoje existe um consenso neste sentido em Washington.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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