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Fanatismo democrata e republicano no debate “Super Bowl”

gustavochacra

16 de outubro de 2012 | 09h12

Eleições nos EUA 2012

 Acompanhem o debate ao vivo no Portal do Estadão

O primeiro debate entre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos teve a segunda maior audiência do ano na TV americana, com quase 70 milhões de espectadores, perdendo apenas para o Super Bowl. Se levarmos em conta o resto do mundo, superou a final da NFL. Desta vez, no encontro entre o presidente Barack Obama e seu rival Mitt Romney  em uma universidade no subúrbio de Nova York deve bater outro recorde.

O clima realmente é de final da temporada de futebol americano ou mesmo da de baseball, que hoje terá inclusive uma partida ultra importante entre o Yankees e o Detroit Tigers que deve roubar um pouco da atenção do debate.

Os democratas e os republicanos são torcedores fanáticos no atual cenário político americano. É raro um eleitor de Obama virar Romney e vice-versa. Não existem mais “Reagan democrats” ou “Clinton Republicans”, como eram chamadas as pessoas que votavam nestes presidentes mesmo sem eles pertencerem a seus partidos.

Aqui onde moro, no Upper West Side de Manhattan, a torcida maior é por Obama. Há até bares que organizam baladas, em parceria com a campanha do presidente, para exibir o debate. Já alguns amigos do mercado financeiro, especialmente homens, são Romney. Muitos (muitos mesmo) temem falar em público porque a torcida democrata costuma ser agressiva.

No debate, as duas torcidas estarão torcendo para o seu candidato ser o Anderson Silva da noite. Se nocautear, celebrarão. Se perder, culparão o juiz ou se resignarão e tentarão se concentrar no próxima “partida”, na semana que vem.

O que interessa mesmo são os eleitores independentes dos swing states, como são chamados os Estados sem predomínio republicano ou democrata. Estes não torcedores da Flórida e de Ohio. decidirão a eleição. O risco é muitos deles assistirem ao jogo do Yankees, de Nova York, contra o Tigers, de Detroit. Aliás, de um lado, o representante de Wall Street, associado a Romney (embora ele seja Boston Red Sox). De outro, o da indústria automotiva, associado a Obama (embora ele seja Chicago Cubs). Como no baseball, o Detroit está com uma chance maior de se classificar para a World Series, assim como Obama ainda é favorito para vencer. Mas ainda dá para o Yankees e o Romney. Pelo menos, esta é a torcida republicana.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade ColumbiaTambém é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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