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Faz anos que a Al Qaeda no Iêmen é mais perigosa do que a do Afeganistão

gustavochacra

07 Maio 2012 | 18h18

no twitter @gugachacra

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Por que Barack Obama decidiu enviar dezenas de milhares de militares americanos para o Afeganistão se a Al Qaeda  há anos é mais poderosa no Iêmen? Tudo bem, agora ele anunciou uma retirada. Mas e antes?

Alguns podem dizer que o Afeganistão ficou menos perigoso porque Obama agiu. Em parte é verdade. As ações com drones na fronteira do Afeganistão com o Paquistão reduziram o poder da Al Qaeda, matando muitos de seus líderes. Estas, porém, foram operações de inteligência, sem ligação com os jovens militares enviados por Obama.

No Iêmen, os Estados Unidos optam apenas pelas ações com drones, em alguns casos violando as leis americanas, mas pelo menos sem comprometer a vida de militares. Apenas não sei se dará certo. Estamos falando de um país, onde estive em 2010, com um Estado que pouco exerce poder mesmo dentro da municipalidade de Sanaa, enfrentando levantes do houthis norte, separatistas no sul e a Al Qaeda na Península Arábica em todo o território.

Hoje falaram de um novo atentado frustrado planejado em território iemenita.Mas no Natal de 2009, no primeiro ano do mandato de Obama, um nigeriano tentou explodir um avião em Detroit depois de ser treinado no Iêmen. Dois anos e meio depois, nada mudou.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios