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Fora do Brasil, ninguém presta atenção no discurso de Dilma

gustavochacra

25 Setembro 2012 | 11h08

Ninguém fora do Brasil deve prestar atenção ao discurso da presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Nada contra ela. O mesmo ocorre com os líderes de nações como a França, México, Itália e Austrália. Mesmo os da Rússia e da Grã Bretanha geram pouca repercussão fora de seus países.

Esta é minha quarta cobertura do Debate Geral da Assembléia Geral da ONU. Sempre, apenas o presidente dos EUA, Barack Obama, e figuras exóticas, como Mahmoud Ahmadinejad, recebem cobertura internacional.

Neste ano, porém, o presidente do Egito, Mohammad Morsi,  seguramente deve ser uma das estrelas por ser o primeiro líder democraticamente eleito do maior país árabe do mundo a se dirigir para a ONU. Binyamnin Netanyahu, devido às suas estremecidas relações com Obama e a ameaça nuclear iraniana, também será acompanhado de perto.

Devido ao conflito por umas ilhotas, certamente vale a pena ouvir o que os líderes do Japão e da China têm a dizer.

Obs. Sei que alguns postarão links com reportagens sobre a Dilma. Mas, honestamente, neste momento, em que ela fala, todos os analistas e jornalistas americanos ouvem Romney no Clinton Global Initiative. 

Obs2. Dilma culpou corretamente o regime de Damasco e também as milícias armadas da oposição pela violência na Síria. Elogiável ainda o combate dela à Islamofobia em alguns países ocidentais. Mas faltou falar do anti-semitismo no Egito e outros países, além de perseguição a cristãos em diversas nações de maioria islâmica. Obama fez isso em seu discurso. Ficou melhor

IMPORTANTE – Como preciso ficar na porta do hotel da Dilma a maior parte do dia, não conseguiu acompanhar os comentários do último post

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. Também é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

no twitter @gugachacra