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França queria a Grande Síria dividida em Cinco Estados

gustavochacra

31 de julho de 2012 | 12h30

A idéia da França, quando colonizou a Síria e o Líbano, era a construção de cinco Estados. Um deles seria para os cristãos, onde hoje está o Líbano. Os druzos teriam uma nação em uma área ao redor das colinas do Golã. Os alauítas ficariam com a costa mediterrânea. Damasco seria o quarto Estado e Aleppo, o quinto.

No fim, apenas o primeiro obteve sucesso. Ou, pelo menos, existe como Estado nação com uma divisão sectária de poder na qual o presidente e metade do Parlamento são cristãos, embora, segundo estimativas, somando todas as denominações, esta religião represente cerca de 40% do total. Os demais quatro foram unificados como Síria.

Com a eclosão da guerra civil síria, começaram as especulações de balcanização do país, com novas subdivisões, similares às dos imperialistas franceses no pós Grande Guerra. Ainda é cedo para dizer se isso ocorrerá. Mas parece claro que os opositores demorarão muito tempo para conquistar bastiões alauítas em Latakia e nas montanhas da encosta no Mediterrâneo.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. Também é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

no twitter @gugachacra