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Futuro líder do Pentágono não é anti-Israel por criticar Israel

gustavochacra

08 de janeiro de 2013 | 14h30

Chuck Hagel, escolhido pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para ser o futuro secretário da Defesa não é anti-Israel como alguns afirmam. No passado, realmente ele questionou o poder do lobby a favor dos israelenses em Washington, descrito por ele por outras pessoas equivocadamente como “judaico” – um erro, pois muitos membros não são judeus e muitos judeus não integram a AIPAC.

Sem dúvida, Hagel escolheu mal as palavras e já se desculpou. Poderia criticar, sem problemas, a influência da AIPAC. Há grupos defensores de Israel, como a J-Street, que fazem o mesmo. Assim como poderia elogiar a AIPAC. Não é crime algum. Apenas delineia uma posição.

No caso do Irã., Hagel defendeu o diálogo e questionou algumas sanções. É outra questão que não significa ser a favor ou contra Israel. Na realidade, muitos analistas compartem desta opinião. Outros discordam.

Para completar, é tão patético classifica-lo como anti-Israel ou, pior, anti-semita, que até mesmo membros do governo israelense o elogiaram, incluindo algumas figuras ultra conservadoras, como Danny Ayalon, vice-chanceler da administração de Benjamin Netanyahu. “Eu já o encontrei muitas vezes e certamente ele (Hagel) considera Israel um aliado verdadeiro dos EUA”, disse ao Yedioth Ahronoth.

Portanto algumas pessoas nos EUA querem saber mais do que os israelenses o que significa ser “pró-Israel”. Hagel tem muitos defeitos e deve ser questionado sobre algumas declarações, incluindo homofóbicas – ele também já se desculpou. Mas anti-semita ele não é.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009 e comentarista do programa Globo News Em Pauta, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti, Furacão Sandy, Eleições Americanas e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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