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Guerra do Afeganistão já não interessa aos americanos

gustavochacra

01 Maio 2012 | 20h58

Apesar de estar longe de ser a prioridade dos americanos neste ano eleitoral, no qual a economia é o tema mais importante, poucas pessoas nos Estados Unidos apóiam o prosseguimento do conflito no Afeganistão, uma guerra mais longa do que a do Vietnã e a Segunda Guerra.

Desta forma, a decisão de Obama, em visita surpresa ao Afeganistão, de delinear um plano para encerrar a guerra afegã até o fim de 2014 deve sofrer pouca oposição de seus adversários no Partido Republicano, apesar do claro tom de campanha em seu discurso. Daqui alguns dias, praticamente não falarão mais deste conflito, que deve deixar, como o do Iraque, de aparecer nos jornais e nas TVs.

Em política externa, até a eleição, o Irã, a Síria e a China serão temas mais presentes nos debates entre Obama e seu adversário Mitt Romney. Mas, no fim, os americanos devem votar com o bolso. E a sensação econômica nos swing states, onde não há predomínio democrata ou republicano, determinará o resultado da corrida para a Casa Branca, independentemente de Bin Laden.

Isso, claro, se não ocorrer um atentado no meio tempo.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios