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Hamas tem mais apoio de aliados dos EUA do que do Irã

gustavochacra

16 de novembro de 2012 | 13h40

Veja aqui o meu comentário no Globo News Em Pauta sobre o conflito entre Israel e Hamas e a situação na Jordânia

Aliados dos Estados Unidos, como a Turquia e o Qatar, são hoje os maiores apoiadores do Hamas. O Irã, o Hezbollah e a Síria (regime de Bashar al Assad), que amparavam o grupo na guerra de quatro anos atrás, viram suas relações estremecerem com a organização palestina depois de esta se aliar aos opositores sírios.

Esta mudança tem efeitos de relações públicas. A imagem do Irã, do Hezbollah e da Síria é negativa no Ocidente. A  da Turquia e do Qatar, não. Não sei bem os motivos de serem vistos como moderados, afinal o primeiro reprime curdos, concede apoio à ocupação ilegal do Chipre e não reconhece o genocídio armênio. Já o segundo pode ser descrito como uma ditadura que trata as mulheres como cidadãs de segunda classe.

Semanas atrás, o emir do Qatar esteve em Gaza dando todo o seu apoio ao Hamas. O premiê da Turquia, Recep Tayyp Erdogan, possuía viagem marcada para o território palestino. Os iranianos, por sua vez, se mantêm distantes e estão bem mais preocupados com a Síria do que com os militantes islâmicos palestinos que passaram a ser vistos como traidores depois de darem as costas para Assad.

Por outro lado, existe um lado positivo. Os EUA podem usar a Turquia e o Qatar, além do Egito da Irmandade Muçulmana, que não deve ser descrito mais como aliado americano, para mediar a crise.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009 e comentarista do programa Globo News Em Pauta, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti, Furacão Sandy, Eleições Americanas e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

 

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