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Herança judaica corre risco na Guerra Civil da Síria

gustavochacra

01 de abril de 2013 | 09h34

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Anos atrás, eu tentei descobrir se ainda havia comunidades judaicas em Damasco e Beirute. Nas duas cidades, fracassei em conseguir entrevistar judeus, a não ser por americanos que viviam no Líbano e na Síria. Mas soube que ainda existem praticantes do judaísmo vivendo nas capitais síria e libanesa sem integrar uma comunidade, com rabino e sinagoga.

Até algumas décadas, vibrantes comunidades judaicas conviviam com cristãos e muçulmanos em Damasco, Beirute e Aleppo. Quando Israel foi criado, porém, começou a haver perseguições contra judeus na Síria. A maioria saiu e rumou para outros países, inclusive o Líbano. Os problemas em Beirute se agravaram com a chegada da OLP no fim dos anos 1960 e começo dos 70. Com a guerra civil, a situação ficou insustentável e no início dos anos 1980 entrou em colapso.

Nas minhas visitas à Síria e ao Líbano, sempre notei um certo orgulho da presença judaica no passado, especialmente por parte das autoridades sírias, acreditem. Diziam abertamente que a Síria perdeu muito com a saída dos judeus. Em Beirute, a sinagoga do centro da cidade foi reformada, conforme já descrevi em um post no blog. Em Damasco, porém, desde a eclosão da guerra civil, o cenário se deteriorou, especialmente em áreas controladas pelos rebeldes ou no meio de batalhas entre os dois lados. A sinagoga Jobar, em homenagem ao profeta Elijah, é um dos locais mais afetados. 

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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