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Hezbollah é forte em casa, no Líbano, não na Síria

gustavochacra

21 de maio de 2013 | 10h42

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O Hezbollah pela primeira vez está lutando fora de casa. Contra Israel e seus aliados libaneses, no sul do Líbano, os membros desta organização estavam em seus quintais. Conheciam cada pedaço do território e colocavam os israelenses em emboscadas. Também fugiam em túneis e buscavam abrigo com parentes. Mais importante, lutavam para defender suas terras de uma ocupação estrangeira.

Agora, em Qusayr, na Síria, o Hezbollah, aliado do regime de Bashar al Assad, enfrenta milícias opositoras sírias. Mas são seus adversários que lutam em suas casas. São eles que conhecem as trilhas e as montanhas do território. São eles que lutam até a morte para derrubar o regime. Os membros do grupo libanês, por sua vez, são estrangeiros em defesa de Assad na Síria, não da população libanesa do sul do país dos cedros.

Por este motivo, o Hezbollah não deve ser visto como tão poderoso quando luta dentro da Síria, mesmo que a alguns quilômetros do vale do Beqaa. Mas seus rivais no Líbano precisam tomar cuidado e não se empolgar tanto. Em casa, o grupo xiita ainda é quase imbatível. Enfrentar o Hezbollah em Qusayr, na Síria, é bem diferente de enfrentar o Hezbollah em Nabatieh ou em Baalbek, que nem fica tão longe de Qusayr.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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