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Hillary deveria ter sido presidente antes de Obama

gustavochacra

01 de fevereiro de 2013 | 19h14

Hillary Clinton, que deixou hoje o cargo de secretária de Estado, deveria ter sido eleita presidente dos Estados Unidos em 2008. Tinha 60 anos na época, era senadora e extremamente popular. Os republicanos tinham o peso de oito anos de George W. Bush e a crise financeira. Era difícil um candidato democrata não sair vencedor.

Antes das primárias, Hillary era a favorita absoluta. Ninguém apostava em Barack Obama. Alguns até cogitavam uma batalha contra John Edwards, mas a ex-primeira-dama acabaria sendo vencedora no final. Hoje pode parecer óbvia a vitória de Obama, mas não era na época.

O atual presidente, na verdade, venceu as primárias por ter uma espetacular equipe de estrategistas políticos. Eles levaram os jovens e minorias para votar. Hillary, por sua vez, precisou dividir votos com Edwards, que tinha um forte apelo entre o eleitorado democrata mais conservador em questões sociais, ligados a sindicatos.

A sensação, na época, era a de que Obama não tinha experiência – e não tinha mesmo. Seria um nome forte no futuro, em 2016. No meio tempo, cresceria no Senado. Era o momento de Hillary. Mas sabemos como terminou a história.

A surpresa foi Obama nomear Hillary para secretária de Estado. Desta forma, a mulher de Clinton conseguiu se manter em evidência e mais uma vez ser a favorita para 2016. Terá, claro, na bagagem, a história pessimamente explicada sobre o atentado em Benghasi. Mas, acima de tudo, terá 68 anos. Ronald Reagan foi eleito pela primeira vez aos 69. Um antecedente importante. O problema é que, no fim de seus dias como secretária de Estado, Hillary passou pelo hospital. Nos próximos três anos, ela precisará descansar e mostrar que está em condições de assumir a Casa Branca.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009 e comentarista do programa Globo News Em Pauta, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti, Furacão Sandy, Eleições Americanas e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios


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