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Hollywood é criticado pela esquerda brasileira e pela direita americana

gustavochacra

06 de outubro de 2009 | 09h22

Hollywood, no Brasil, é alvo da esquerda. Dizem se tratar de um bando de capitalistas que controla tudo o que pensamos, com o objetivo de expandir o imperialismo americano. Nos Estados Unidos, a direita que não gosta de Hollywood. Considera a indústria do cinema “liberal”, que nada mais é do que um sinônimo de esquerda no vocabulário americano. Eleitores do Partido Democrata, eles defendem valores que vão contra os ideais dos republicanos, como o direito ao aborto, mudança climática, casamento entre homossexuais.

Independentemente do que pensem, dá para afirmar com alguma segurança que os líderes da indústria do cinema querem apenas ganhar dinheiro, vendendo um produto que traga retornos. Isso vale até para o ativista mentiroso Michael Moore, que distorce uma série de informações no seu mais recente filme para atacar o capitalismo.

Alguns, neste blog e na esquerda brasileira, costumam dizer que fazem muitos filmes sobre o Holocausto em Hollywood. Nada mais normal as pessoas refletirem uma história que está diretamente ligada a elas. Muitos roteiristas e diretores são judeus e perderam parentes na Segunda Guerra.

Cineastas brasileiros também costumam produzir filmes sobre o Brasil, mesmo quando vivem no exterior. Aliás, sempre mostrando as favelas e a pobreza, e quase nunca exibindo São Paulo. Também pesa a questão de geração. Em Israel, dois grandes filmes sobre a Guerra do Líbano entraram em cartaz neste ano – Lebanon e Valsa com Bashir. Justamente porque os diretores estão ligados ao conflito.

Os árabes seguem o mesmo caminho. Abu Dhabi, em parceria com a National Geographic, decidiu investir pesado em cinema. Logo mais, devem chegar aos cinemas grandes produções, que darão uma nova cara ao cinema árabe. Um exemplo foi Amreeka, já citado aqui. O objetivo será conquistar mercados em outros países. Alguns filmes libaneses e palestinos já conseguiram se destacar, como Paradise Now e Caramelo. Claro, as comédias egípcias não irão acabar, assim como os Trapalhões no Brasil.

O Irã, que não é árabe, também tem a sua tradição cinematográfica. Os cinemas são o principal ponto de reunião dos iranianos, que os lotam todos os fins de semana com seus amigos e sorvetes. O tema dos filmes – quase sempre a realidade iraniana.

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