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Iraque e Líbano tentarão sabotar sanções econômicas da Liga Árabe à Síria

gustavochacra

28 de novembro de 2011 | 11h21

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O Iraque e o Líbano não pretendem implementar as sanções econômicas à Síria adotadas pela Liga Árabe, segundo disseram autoridades em Bagdá e Beirute. Os dois países se recusaram a votar a favor da resolução e tampouco da suspensão ao regime de Bashar Assad na entidade que representa os governos da região.

Em Damasco, segundo o jornal libanês Daily Star, citando uma autoridade do regime, a estratégia é “ter o escudo político de Moscou e a proteção econômica de Bagdá, Teerã e Beirute”. A Jordânia também teme que as sanções provoquem uma onda de refugiados para a sua fronteira com a Síria.

Além disso, segundo me disse um diplomata com base em Damasco, outras resoluções anteriores da Liga Árabe não foram respeitadas pelos países membros. Tunísia, Egito, Omã, Argélia, Sudão, Líbano e Iraque mantiveram seus embaixadores na Síria, apesar de a entidade ter exigido que eles fossem retirados. “Nesta região, não interessa muito o que está no papel”, disse.

Segundo o ministro das Relações Exteriores iraquiano, Hoshyar Zebar, “não é possível impor sanções à Síria”. O governo de Bagdá teme ainda que as medidas econômicas afetem os mais de 1 milhão de refugiados iraquianos na Síria que não tem para onde ir. Bagdá não respeitará uma linha das determinações da Liga Árabe.

O Hezbollah e o grupo cristão de Michel Aoun, que integram a coalizão de governo do Líbano, repudiaram as sanções. Há décadas, o regime sírio usa o território libanês para contrabando e transações ilegais. O governo dos EUA já advertiu aos tradicionais bancos de Beirute para encerrarem estas operações.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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