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Israel pode eliminar nomes escritos em árabe de suas placas nas estradas

gustavochacra

15 de julho de 2009 | 11h03

Já escrevi antes sobre como israelenses e palestinos ignoram o outro lado em mapas. O assunto voltou à tona agora devido à proibição de uma propaganda israelense no Reino Unido em que as fronteiras de Israel com a Cisjordânia, Faixa de Gaza e colinas do Golan não estão claras.

No lado palestino, alguns mapas ignoram a existência de Tel Aviv, como se os prédios estilo Bauhaus e as ruas arborizadas desta cidade fossem uma miragem. Jornais de Israel, como o Jerusalem Post, omitem cidades palestinas nos seus mapas de previsão do tempo.

Autoridades israelenses, nesta semana, decidiram eliminar os nomes em árabe e inglês das placas das estradas. Al Quds (nome árabe para Jerusalem) não será mais escrito, assim como todas as denominações em árabe. Na verdade, mesmo antes desta decisão, a maioria dos nomes das cidades árabes era tansliterado diretamente do hebraico para o árabe. Assim, se escrevia Ashkelon no alfabeto árabe, e não Askalon, como os palestinos denominam a cidade.

Nazaré, maior cidade palestina de Israel, será Natzrat. Jaffa será apenas Yaffo a partir agora. Como se esta cidade portuária, grudada em Tel Aviv, não fosse ainda habitada por palestinos com cidadania israelense, com suas igrejas e mesquitas.

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