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Israel, Paquistão e Índia podem ter bomba nuclear; Irã, Síria e Brasil, não

gustavochacra

02 de novembro de 2011 | 13h27

no twitter @gugachacra

O anúncio de que a Síria poderia estar em busca de armas nucleares pode ser apenas algo para esquentar uma resolução contra o regime de Bashar al Assad no Conselho de Segurança, como também pode ser verdade. Mas esta não é a discussão. Hoje quero usar este episódio para explicar uma questão sempre levantada por leitores. Por que o Irã e a Síria não podem ter a bomba atômica e Israel, Paquistão e Índia podem?

Simples, porque israelenses, paquistaneses e indianos não assinaram o Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Já Damasco e Teerã são signatários. Portanto estão sujeitos às penalidades impostas pela comunidade internacional. Mais importante, ninguém obrigou iranianos e sírios a fazerem parte do acordo. Foi uma opção deles. Assim, aceitem as conseqüências. Porém, que fique claro, os dois países negam ter programas de desenvolvimento de armas atômicas.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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