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Israel proíbe cristãos palestinos de Gaza com menos de 35 anos de ver o Papa

gustavochacra

12 de maio de 2009 | 12h33

Israel proibiu que cristãos com menos de 35 anos deixem a Faixa de Gaza para acompanhar a visita do Papa Bento XVI à Terra Santa por questões de segurança. De 250 palestinos cristãos de Gaza que pediram autorização para ver o líder da Igreja Católica, 150 foram rejeitados por Israel, de acordo com agência de notícias Reuters.

Quando os israelenses conquistaram Jerusalém Oriental, em 1967, diziam que o direito de todas as religiões frequentarem seus lugares sagrados seria garantido. Os judeus não queriam que cristãos e muçulmanos enfrentassem os mesmos obstáculos que os jordanianos impuseram nos 19 anos que dominaram a parte oriental da cidade sagrada. Entre 1948 e 1967, os judeus eram impedidos pela monarquia Hashemita de rezar no muro das Lamentações.

Os muçulmanos com menos de 50 anos já são proibidos pelas autoridades israelenses de irem à mesquita do Domo da Rocha às sextas-feiras, dia sagrado islâmico. Agora, os cristãos de Gaza com menos de 35 anos tampouco podem ir a Jerusalém e Belém ver o Papa. Verdade, estes cristãos são majoritariamente ortodoxos e Bento XVI representa a Igreja Católica. Mas por que eles não têm o direito de ver um dos grandes líderes do cristianismo mundial?

Muçulmanos e cristãos palestinos, hoje, em 2009, não possuem liberdade para total para visitar os locais sagrados de suas religiões em Israel.

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