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Judeus e Muçulmanos tentam superar sensação de isolamento no Natal

gustavochacra

25 de dezembro de 2008 | 11h17

Judeus e muçulmanos não têm Natal. Para quem vive no mundo árabe ou em Israel, não é um grande problema. A Universidade Hebraica de Jerusalem tem aulas normais nos dias 24 e 25 de dezembro. Bancos e lojas abrem em países como a Arábia Saudita. A data que, segundo a tradição, marca o nascimento de Jesus é quase um dia como outro qualquer. No caso israelense um pouco menos, devido ao enorme número de turistas que vão passar o Natal em Belém e Jerusalém.

Já quem não é cristão e vive em países como o Brasil deve se sentir um peixe fora da água. Uma criança judia ou muçulmana em uma escola de São Paulo que não seja religiosa deve sem dúvida questionar muito os pais quando chega em casa. “Por que eu não recebo presente de Papai Noel?”, “Por que não tem árvore de Natal aqui em casa?” são algumas das perguntas que elas devem fazer.

Os americanos perceberam o sentimento de isolamento de comunidades não-cristãs durante o Natal e começaram a tomar algumas medidas. No fim do ano, em vez de desejar “Merry Christmas” (Feliz Natal), alguns americanos passaram a dizer “Happy Holidays” (bom feriado ou boas festas). Em muitos prédios de Nova York, uma Menorah (candelabro) é colocada ao lado da árvore de Natal para celebrar o feriado judaico do Hanukkah, que cai mais ou menos nesta época do ano.

No Brasil e no Líbano, sei de famílias muçulmanas menos religiosas que trocam presentes e enfeitam árvores no Natal como se fosse uma festa familiar, não religiosa. Algumas comunidades islâmicas brasileiras chegam a organizar festas juninas.

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