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Mapas de Israel ignoram fronteira com Cisjordânia; palestinos deletam Tel Aviv

gustavochacra

14 de janeiro de 2009 | 08h04

Pequenos detalhes mostram como alguns israelenses e árabes (palestinos e de outros países) não reconhecem um ao outro. A previsão do tempo do diário “Jerusalem Post” ignora as fronteiras da Cisjordânia. Nenhuma cidade deste território palestino é mostrada no mapa. Já o assentamento de Ariel, considerado ilegal pelas Nações Unidas, aparece. Mapas são vendidos na parte judaica ignorando as áreas palestinas.

Em árabe, algumas cidades têm uma denominação diferente da existente em hebraico. Como nas estradas de Israel os sinais aparecem em três idiomas, esperava-se que a escrita em árabe trouxesse o nome da forma como os palestinos dizem – Ashkelon é Askalon, por exemplo. Mas os israelenses transliteram o nome hebraico para o árabe. A única exceção é Jerusalém, em que há a preocupação de colocar entre parênteses “Al Quds” ao lado de Jerusalém transliterado.

As colinas do Golan, anexadas ilegalmente em ato não reconhecido por nenhum país e tampouco pelas Nações Unidas, já foram usadas em propagandas de Israel nos Estados Unidos com os dizeres – “venha ser um cowboy no Golan; a única diferença é que, em vez de falar ‘Hello’, você dirá ‘Shalom'”.

Os árabes não ficam atrás na hora de fingir que Israel não existe. Jornais na Síria e no Líbano escrevem “Jerusalém ocupada” e “Palestina Ocupada”. Mapas descrevem todo o território (Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza) como “Palestina”. Cidades israelenses construídas após 1948 são ignoradas. Na verdade, mesmo Tel Aviv – fundada décadas antes da criação do Estado de Israel – foi varrida do mapa, como sonhariam alguns líderes da região.

No Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina, em Ramallah (Cisjordânia), havia um cartaz com o título de “Terra Santa”, com a foto de religiosos, mesquitas e igrejas. Cristãos de diversas denominações e muitos muçulmanos. Porém não havia nenhuma imagem do muro das Lamentações, de sinagogas ou de judeus. Inacreditável, pois, neste caso, não estavam negando uma nacionalidade (a israelense), mas a existência da religião judaica.

É importante deixar claro que israelenses vendem mapas com a separação da Cisjordânia, assim como em áreas palestinas é possível encontrar o globo terrestre com um ponto preto mostrando Tel Aviv, além de linhas posicionando Israel dentro das fronteiras pré-1967.

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