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Marco Rubio pode ser o Obama republicano

gustavochacra

13 de fevereiro de 2013 | 14h49

O presidente Barack Obama defendeu em seu State of the Union as tradicionais bandeiras do Partido Democrata em política doméstica e falou do fim da Guerra do Afeganistão. Obviamente, omitiu a questão dos seus ataques com Drones contra liderança da Al Qaeda que deixam como “efeito colateral” centenas de civis mortos no Paquistão, Yemen e Somália, embora obtenha, no caso paquistanês, bons resultados em contra-terrorismo – no iemenita, a situação é mais ambígua.

Além de Obama, o senador republicano de origem hispânica, Marco Rubio, também falou ontem, na tradicional resposta opositora ao State of the Union. O teor, obviamente, assim como no caso do presidente, foi a defender as bandeiras de seu partido. A diferença é que o jovem político da Flórida respondeu em inglês e em espanhol, enquanto o atual ocupante da Casa Branca é incapaz de construir uma frase na língua de Cervantes por ser monoglota.

Rubio lembra muito Obama em alguns sentidos, apesar de estar em lado oposto ideologicamente, a não ser na questão da imigração, na qual os dois se aproximam. Jovem, espetacular orador, mesmo bebendo um singelo gole da água no meio do discurso, ele também é de uma minoria. Sei que é cedo para apontá-lo como candidato republicano em 2016, pois há pelo menos quatro adversários de peso (Christie, Rand Paul, Jeb Bush e Ryan). Mas Rubio tem tudo para ser o Obama republicano e liderar o partido nos próximos anos.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009 e comentarista do programa Globo News Em Pauta, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti, Furacão Sandy, Eleições Americanas e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios


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