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Menos da metade dos jovens formados nos EUA possuem pleno emprego nos anos Obama

gustavochacra

25 de abril de 2012 | 12h14

Ir para a universidade, ou college, como chamam os americanos, historicamente sempre foi o ideal da população dos Estados Unidos. Do filme Poderoso Chefão à peça A Morte do Caixeiro Viajante, de Arthur Miller, vemos como se formar ou não em uma faculdade pode alterar a vida de uma pessoa.

O problema é que, nos últimos anos, ir a uma universidade deixou de ser uma garantia de vida melhor depois da graduação. Segundo levantamento realizado pela Associated Press com base nos números da taxa de desemprego distribuídos pelo próprio governo dos Estados Unidos, menos metade dos jovens com menos de 25 anos e nível universitário possui pleno emprego.

Ao todo, 53% dos entrevistados estão desempregados ou em subempregos, incluindo estágios não remunerados e trabalhos por meio período. Em uma mudança até mesmo cultural, cada vez mais estes jovens retornam para viver na casa dos seus pais depois de formados por não terem condições de pagar aluguéis, algo improvável em décadas anteriores.

O presidente Barack Obama depende de uma melhora na sensação econômica para se reeleger em novembro. Seu provável adversário, Mitt Romney, deve se posicionar como um CEO capaz de criar empregos para a população americana. Estes números não ajudam o atual ocupante da Casa Branca. Especialmente quando se leva em conta que os jovens graduados sem trabalho hoje integravam justamente aquela coalizão de eleitores que votou por mudanças em 2008. Hoje, eles estão desiludidos.

A vantagem de Obama sobre Romney nesta faixa demográfica é de 8 pontos percentuais. Em 2008, o presidente superou John McCain neste mesmo setor por 34 pontos de diferença.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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