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Míssil iraniano eleva temores de ação preventiva de Israel até o fim do ano

gustavochacra

20 de maio de 2009 | 10h38

O Irã testou hoje um míssil que pode atingir Israel. A ação deve intensificar ainda mais o temor israelense de que, em breve, o regime iraniano adquira uma arma nuclear. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, não concorda com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que iniciativas diplomáticas devam seguir até o fim do ano. Apesar de acatar a decisão de Washington, Israel está pronto para um ataque preventivo contra o Irã. Se, em novembro ou dezembro, não houver resultado, os israelenses devem agir de forma independente. Mesmo sem autorização americana, Israel deve atacar. Para os israelenses, a ameaça iraniana é uma questão existencial. Os israelenses não falam do Irã para desviar a atenção da questão palestina. Ressaltam o risco porque consideram esta a prioridade.

O resultado da votação em Teerã tampouco deve alterar os planos de Israel. Na verdade, na avaliação israelense, um governo reformista será insuficiente para frear o programa nuclear. Afinal, Mohammad Khatami, ex-presidente do Irã e sempre classificado como reformista, nunca interrompeu o projeto nuclear iraniano. Não seria diferente com os atuais candidatos tidos como mais moderados. Mesmo porque, conforme salientam em Israel, o projeto é do regime. O presidente, independentemente de quem seja, sempre estará abaixo do aiatolá Khamanei e do Conselhos dos Guardiões.

De qualquer forma, apesar do míssil Sajil-2 testado hoje, Netanyahu duvida que o Irã lançaria um ataque nuclear diretamente contra Tel Aviv. Em entrevista ao jornalista Jeffrey Goldberg, publicada no “The New York Times”, o premiê de Israel explicou o que os iranianos podem levar adiante o plano de eliminar o Estado judaico pelo simples fato de possuírem estes armamentos. “As milícias aliadas ao Irã seriam capazes de lançar foguetes e de se engajar em outras atividades terroristas enquanto desfrutam de um amparo nuclear”, afirmou o premiê. Desta forma, segundo Bibi, as populações seriam obrigadas a se retirar do Negev e da Galiléia – regiões que já foram e ainda são alvejadas pelo Hamas e pelo Hezbollah. Consequentemente, partes do território israelense seriam, segundo o premiê, inabitáveis.

Consulado de Israel

O governo israelense anunciou oficialmente a reabertura do consulado em São Paulo. De acordo com comunicado da Embaixada de Israel em Brasília, “nos últimos anos houve um considerável crescimento nas relações econômicas entre os dois países, como o acordo assinado de livre comércio entre o Mercosul e o Estado de Israel, por exemplo. Hoje existem mais de 150 escritórios representando empresas israelenses em São Paulo, e cada vez mais companhias tem interesses em desenvolver negócios no Brasil. Em 2008 houve um aumento de mais de 35% no intercâmbio comercial entre os dois países e o fechamento do ano ultrapassou 1,5 bilhões de dólares”.

Alguns leitores reclamaram que não conseguiam postar os comentários ontem. Não sei o que houve, mas o problema deve ter sido técnico. Todos os comentários que recebi, publiquei

Os leitores do blog marcaram um encontro para o dia 23 de maio, em São Paulo. A organização é do Fabio Nog. Quem quiser participar, envie um comentário com o email e nome completo que eu mando para o Fabio. Já há cerca 15 leitores inscritos. Eu não poderei ir porque estou fora do Brasil

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