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Não acreditem em previsões para as primárias republicanas

gustavochacra

22 de janeiro de 2012 | 00h46

Eleições nos EUA 2012 

no twitter @gugachacra

Se tiver problemas para comentar, leia texto em laranja no final

Uma semana atrás, Mitt Romney era o favorito absoluto para ser o adversário de Barack Obama nas eleições de novembro. O ex-governador de Massachusetts havia vencido o cáucus em Iowa e as primárias de New Hampshire, algo inédito para um pré-candidato que não seja o ocupante da Casa Branca. Ele também liderava as pesquisas na Carolina do Sul e na Flórida. Parecia imbatível.

Hoje, Romney foi derrotado por mais de dez pontos percentuais por Newt Gingrich, ex-presidente do Congresso dos EUA nos anos 1990, que se reergueu e massacrou os seus rivais na Carolina do Sul. Para complicar a situação do ex-governador, sua vitória do cáucus em Iowa foi revertida por erros na contagem de votos e o senador islamofófico e homofóbico Rick Santorum acabou sendo declarado vencedor.

Daqui dez dias, temos a Flórida pela frente. Hoje, analistas afirmam que Gingrich conseguiu o momentum e Romney está em queda. Outros não descartam a entrada de Jeb Bush, irmão e filho de ex-presidentes. Porém, nas primárias republicanas, tudo é chute. Os comentaristas lembram os das mesa redondas de futebol. Erram o tempo todo. Como afirmou ontem o libertário Ron Paul, tudo pode mudar daqui uma semana.

Assim como no Brasil, os Estados americanos têm perfis distintos entre si. New Hampshire é mais moderado e liberal. A Carolina o Sul possui características bem mais conservadoras, de um sul que ainda guarda nas bandeiras confederadas no alto das casas as marcas de uma época racista que “O Vento Levou”. Naturalmente, o resultado nestes dois Estados seria diferente. No Estado sulista, Romney sofreu preconceito por mórmon. No Estado do norte, os eleitores consideravam intragável uma figura hipócrita como Gingrich, , que diz considerar os palestinos uma invenção. Na Flórida, teremos uma mistura das duas votações anteriores e certamente o resultado será mais decisivo.

No restante das primárias, sabemos apenas que Gingrich seguirá com bons desempenhos nos debates. Ao mesmo tempo, a multimilionária campanha de Romney deve levantar o envolvimento com a Freddie Mac e Fannie Mãe, responsáveis diretas pela crise econômica de 2008. Paul se focará, como ele próprio assume, nos Estados onde há caucus, não primárias. Para Santorum, ficou mais complicado. Mas nas primárias republicanas, tudo é possível.

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Mais uma vez, desculpem os problemas

abs

Guga

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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