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Nem todo hispânico nos EUA liga para imigração

gustavochacra

05 de setembro de 2012 | 13h11

Eleições nos EUA 2012

– No rádio Estadão/ESPN, às 18h20, comento as ELEIÇÕES AMERICANAS
 – Na TV Globo News- às 20h, participo do Globo News Em Pauta falando de política internacional

Julian Castro, prefeito de San Antonio (Texas), incendiou ontem a Convenção Democrata em Charlotte com o seu discurso de ontem, falando da história da imigração da sua família (embora ele não seja fluente em espanhol). Dias antes, em Tampa, na Convenção Republicana, Marco Rubio, senador pela Flórida, confirmou também que é um dos maiores oradores dos Estados Unidos atualmente e com potencial de um dia chegar à Casa Branca.

Além de carismáticos e jovens, os dois são hispânicos. Mas as semelhanças entre eles não vão além disso. Os dois adotam posições distintas para economia e temas sociais, embora não esteja claro como pensam em política externa.

Na verdade, ambos representam os hispânicos, mas de forma diferente. Quando ouvimos esta palavra, costumamos achar que se trata de um grupo que vota de forma homogênea. Mas não vota. Há distinções de classe social, educação e, também, origem.

Cubanos e porto-riquenhos não enfrentam o drama de não ter documentos ou da imigração ilegal. Os primeiros têm asilo político imediato assim que pisam em terra firme. Os outros são cidadãos americanos desde o nascimento. Acabam levando em conta outros assuntos, como economia, e pendem para os republicanos. Rubio, por exemplo, tem pais de Cuba.

Já mexicanos e centro-americanos são bem mais sensíveis aos temas imigratórios. Tendem a ser democratas. Castro, no caso, é filho de mexicanos.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. Também é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

no twitter @gugachacra

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