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Nenhum israelense foi morto por terrorista da Cisjordânia em 2012

gustavochacra

22 de março de 2013 | 11h52

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Ao longo de todo o ano de 2012, nenhum israelense foi morto por atentado cometido por um terrorista oriundo da Cisjordânia. Este dado, que recebe pouco destaque, poderia indicar que Israel nunca esteve tão seguro como agora nas últimas quatro décadas. Claro, não dá para se enganar pelos números. Israel talvez esteja em um de seus momentos mais delicados desde 1973, quando foi atacado de surpresa na Guerra do Yom Kippur.

O Hezbollah ainda segue como uma ameaça no Líbano. A antes estável fronteira com a Síria começa a se tornar um dos maiores palcos da guerra civil no país vizinho. O atual governo da Irmandade Muçulmano no Egito está longe de ser um aliado como o de Hosni Mubarak e o Sinai virou terra de ninguém. A Turquia, governada pelo populista Recep Tayyp Erdogan, se tornou um adversário, em vez de o parceiro militar de outros tempos. O regime iraniano mantém um discurso radical contra os israelenses. Gaza está nas mãos do Hamas e foguetes são lançados constantemente contra o sul de Israel, incluindo ontem. E, para completar, o rei Abdullah da Jordânia não anda tão seguro em seu trono.

Por outro lado, a ausência de mortes em terrorismo palestino indica que a Autoridade Palestina tem feito um bom trabalho na segurança da Cisjordânia. Não dá para dizer que apenas o muro foi responsável pelo fim dos ataques. Estes dois fatores contribuíram. Portanto Israel deve levar mais a sério o presidente Mahmoud Abbas como parceiro em uma negociação de paz. Os EUA acreditam na seriedade do líder palestino e os israelenses deveriam fazer o mesmo. Não haverá ninguém mais moderado do que ele no lado palestino.

Lembro que Abu Mazen, como é conhecido Abbas, já abdicou de seu direito de retorno para Safed, sua cidade natal, hoje em Israel.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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