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Netanyahu é o mais hábil político do mundo desenvolvido e poderia até ser presidente dos EUA

gustavochacra

09 Maio 2012 | 11h57

no twitter @gugachacra

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O mais hábil político de um país desenvolvido na atualidade se chama Benjamin Netanyahu. Goste dele ou não, o premiê israelense dá aulas para Nicolas Sarkozy, David Cameron, Angela Merkel e Barack Obama. E deve dar risadas ao lembrar das reclamações feitas pelo presidente francês e o americano pegas por microfones no ano passado.

Depois de exercer o poder nos anos 1990, quando não foi bem sucedido, Netanyahu retornou em 2009 e agora conseguiu formar a  mais ampla coalizão de governo da história de Israel. O premiê terá 94 dos 120 cadeiras do Knesset.

Conforme afirmei uma vez, se fosse americano, Netanyahu certamente venceria as primárias republicanas. Na área econômica, segue o conservadorismo fiscal. Em política externa, é um falcão com experiência em segurança. Seu irmão é um dos maiores heróis de guerra de Israel. Com um inglês fluente, tem diploma do MIT.

Nas eleições gerais, seria um adversário mais poderoso para Obama do que Mitt Romney – ironicamente, o atual candidato republicano era amigo de Netanyahu nos tempos de Boston quando os dois trabalharam juntos no BCG.

Antes de terminar, apenas para ficar claro, não disse neste post que concordo com as políticas de Netanyahu. Entendo sua preocupação com o Irã, mas discordo de sua estratégia. E, na minha avaliação, o premiê não fez praticamente nada para avançar o processo de paz com os palestinos.

Isso tudo, claro, antes de seu pai morrer na semana passada aos 102 anos. Benzion Netanyahu, talvez um dos mais importantes historiadores do judaísmo que já existiu, era conservador e exercia enorme influência sobre o filho. Agora, acho que o premiê será mais moderado.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios