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“Netanyahu, qual deve ser a fronteira da Palestina?”

gustavochacra

05 de abril de 2013 | 12h19

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O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, pediu para o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, apresentar um mapa indicando como seu governo vê as futuras fronteiras entre os dois Estados. Ao mesmo tempo, deixou claro que defende as divisas com base nas existentes em 1967, ficando com a Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental.

Netanyahu, no passado, indicou que não aceita as fronteiras pré-1967 e tampouco a divisão de Jerusalém. Pretende manter quase todos os blocos de assentamento. Não permitiria ainda que os palestinos controlassem o vale do rio Jordão, deixando o novo país sem capacidade de controlar a fronteira com a Jordânia.

O governo de Barack Obama, no início de seu primeiro mandato, deixou claro a necessidade de usar as fronteiras de 1967 como parâmetros para o Estado palestino. Depois de enorme pressão de Netanyahu, parou de insistir no tema, apesar de nunca ter voltado atrás.

Na prática, todos sabem qual seria a solução. A Palestina ficaria com a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. Os principais blocos de assentamento, localizados na fronteira, ficariam com Israel em troca de terras em outras áreas. Jerusalém permaneceria uma municipalidade unificada, mas capital de dois Estados, em um sistema de condomínio. Dos palestinos, seria mais simbólica pois a administração já está em Ramallah. Os refugiados poderiam retornar para o novo Estado palestino, mas não para Israel.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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