As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Ninguém vai ler, mas o tema é EUA e Afeganistão

gustavochacra

10 de janeiro de 2013 | 14h33

Barack Obama fracassou ao tentar manter tropas remanescentes no Iraque. Seu vice, Joe Biden, tentou negociar, mas o governo em Bagdá obrigou os americanos a retirarem todos os seus militares. Depois de oito anos de guerra, o resultado final foi um governo iraquiano com o regime de Teerã como mentor e apoiando abertamente Bashar al Assad na Síria, apesar de, sabe-se lá o motivo, raramente ser noticiado na imprensa internacional

Agora, no Afeganistão, os comandantes da OTAN avaliam que seria necessário manter cerca de 15 mil militares no país depois da conclusão da retirada das 68 mil tropas em 2014. No governo americano, falavam em 3 mil. Os objetivos seriam manter as operações de contraterrorismo, defender as instalações ocidentais no país e treinar os soldados afegãos.

Obama, porém, passou a defender nos últimos dias justamente a retirada de todas as tropas. É uma iniciativa arriscada. Neste caso, diferentemente do Iraque, o presidente não pode argumentar que seja uma guerra da administração anterior. O Nobel da Paz triplicou o número de tropas no Afeganistão, copiando o “surge” bem sucedido da administração de George W. Bush no Iraque.

Caso não fique nenhuma tropa remanescente, aumenta o risco de uma repetição do que ocorreu depois do fim da ocupação soviética na década de 1980, que culminou no regime do Taleban na década seguinte.

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009 e comentarista do programa Globo News Em Pauta, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti, Furacão Sandy, Eleições Americanas e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios


Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.