As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Nós brasileiros viramos VIPs nos EUA

gustavochacra

21 de janeiro de 2012 | 13h13

no twitter @gugachacra

Se tiver problemas para comentar, leia texto em laranja no final

Os brasileiros são a prioridade do serviço de atendimento aos estrangeiros da loja de departamentos Bloomingdale’s do sofisticado Upper East Side de Manhattan aos outlets com da suburbana New Jersey. Funcionários fluentes em português e informações na mesma língua buscam facilitar a vida dos turistas do Brasil que compram iPads, computadores, calças, tênis e casacos.

Sendo uma das nacionalidades que mais gasta nos Estados Unidos, os brasileiros são alvo até mesmo das imobiliárias em Nova York e Miami. Corretores brasileiros ou mesmo americanos que se comunicam em português tentam convencer paulistas, cariocas e mineiros a comprar apartamentos nestas duas cidades.

Na Disney e em Aspen, no Colorado, centenas de jovens brasileiros são contratados por hotéis, estações de esqui e parques de diversão justamente para atender aos turistas do Brasil. O cenário contrasta com os anos 1980, quando muitos ainda preferiam a segurança de lojas brasileiras especializadas em eletrônicos na rua 46, conhecida como Little Brazil, em Manhattan.

Décadas atrás, apenas a Varig e a Pan Am voavam do Brasil para os EUA. Ainda assim, a maioria dos vôos ligavam apenas o Rio a Nova York e Miami. Hoje, diariamente, sete companhias aéreas possuem linhas ligando os dois países. Dá para sair do Brasília, São Paulo, Salvador, Manaus e Rio para desembarcar em Dallas, Atlanta, Orlando, Washington, Chicago, Los Angeles e Houston, além de Nova York e Miami.

Os EUA, segundo reportagem publicada no Estado neste domingo, está mais barato do que o Brasil em uma série de itens, de refeições em restaurantes a sapatos, de ingressos de shows a iPhones. Nas filas do Museu de História Natural no fim de semana passado, o português era a língua dominante. Brasileiros também marcavam presença na loja de departamentos Century 21, diante do Lincoln Center, e em restaurantes do West Village.

O fenômeno do aumento do turismo ocorre ao mesmo tempo em que muitos brasileiros residentes nos Estados Unidos decidem retornar ao Brasil. Isso inclui desde advogados e funcionários do mercado financeiro a trabalhadores da construção civil. No primeiro caso, eles voltam em busca dos salários em São Paulo cada vez maiores quando comparados aos de Wall Street. No segundo, devido à crise econômica americana, que levou a um aumento na taxa de desemprego nos últimos anos.

_________________________

Muitos leitores estão com problemas para comentar. Estamos tentando resolver estas dificuldades técnicas o quanto antes. Tanto eu como o Ariel Palacios estamos dando início a esta nova era de comentários no Portal do Estadão. Por enquanto, vocês podem comentar através de um perfil no Facebook ou do email do Hotmail. O segundo caso facilita muito para quem não quiser se expor. Obviamente, o número de comentário diminuiu no novo sistema. Ao mesmo tempo, a qualidade dos debates melhorou. Os ataques anti-semitas e islamofóbicos praticamente desapareceram

Quem tiver problemas, por favor, me escreva no  gchacra at hotmail.com. Também podem enviar comentários para este email que eu publico com o nome de vocês no espaço destinado ao meu comentário

Mais uma vez, desculpem os problemas

abs

Guga

______________________

Leiam ainda o blog Radar Global. Acompanhem também a página do Inter do Estadão no Facebook

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.