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O 007 de hoje é um hacker em Shangai

gustavochacra

20 de fevereiro de 2013 | 10h38

Normalmente, associamos espionagem a agentes como o 007. Mas, atualmente, tentar se infiltrar em um governo estrangeiro e conseguir fontes ficou ultrapassado. Quem não achou bizarro os espiões russos presos em NY três anos atrás? Em 2013, jovens que nunca saíram de um país podem entrar em sistemas de computadores no outro lado do mundo usando suas habilidades de hackers muitas vezes a serviço de Exércitos nacionais .

Um dos símbolos desta nova era aparentemente foi revelado ao mundo ontem, se comprovado verdadeiro. Uma unidade militar da China foi acusada por uma das principais empresas de segurança tecnológica de estar por trás de uma série de ataques cibernéticos contra alvos nos Estados Unidos e outros países. Pouco depois da publicação do relatório, o governo chinês negou veementemente ter envolvimento nestas ações.

Episódios como estes serão cada vez mais comuns e o próprio governo Obama investe bilhões em seu Exército cibernético. Os EUA também realizam operações como esta da China e espionam outras nações. Algumas vezes, com fins militares, como observamos recentemente no uso de um vírus de computador por contaminar as centrifugas de enriquecimento de urânio no Irã em ação ao lado de Israel. Os iranianos, obviamente, não ficarão para trás, da mesma forma que organizações como o Hezbollah.

Nas próximas décadas, em vez de marines e agentes secretos, ouviremos falar cada vez mais de Drones e hackers. Em vez de ir para Bagdá, o militar ficará na Virginia. Em vez de ter base em Beirute ou no Chipre, o espião permanecerá em sua casa em Shangai. Podem apostar.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009 e comentarista do programa Globo News Em Pauta, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti, Furacão Sandy, Eleições Americanas e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

 

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