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O Brasil pode ser campeão sem um craque? Sim, como a Itália de 1982 e 2006

gustavochacra

05 Julho 2014 | 13h36

Nas Bolsas de Apostas, a Alemanha e a Argentina superaram o Brasil como favoritas para vencer a Copa do Mundo depois da contusão de Neymar. Normal e esperado. O Brasil perdeu seu melhor jogador. Mas não é impossível a seleção ganhar. Acho mais difícil, mas possível.

Primeiro, ao longo desta Copa, achávamos que poderíamos ser campeões como em 1994 – uma boa defesa e dependente de um craque no ataque. Sem Neymar, isso não ocorrerá mais. Obviamente, não venceríamos como em 1958, 62, 70 e 2002, quando ganhamos e jogamos bem. E, por outro lado, tampouco seria como 1982, quando jogamos bem e perdemos.

Em segundo lugar, o risco de dar vexame como em 1966 e 1990 está descartado. Estamos na semifinal. E não temos mais o peso de ser favorito. A pressão diminuiu.

Mas como faz para ser campeão sem um craque como Neymar ou super time como os de 1958 (Pelé, Didi, Vavá e Garrincha) ou 2002 (Ronaldo, Ronaldinho, Cafu e Rivaldo)? Seria como em 1962, quando perdemos Pelé, também contundido, como Neymar? Não, porque ele tinha um grande resereva (Amarildo) e não temos nenhum agora à altura de Neymar. Mas, mais importante, havia o gênio Garrincha.

Qual a saída para o Brasil derrotar a Alemanha e ser campeão? Nossa chance, neste momento, é ser como a Itália de 2006. Jogou mal, seu craque era um zagueiro e acabaram ganhando o tetra. Acho que temos uma boa chance de conseguir. O mesmo se aplica à Itália de 1982. Paolo Rossi era um matador como Fred e não fez gol nos quatro primeiros jogos. Depois, marcou 3 e eliminou o Brasil de Falcão, Sócrates e Zico, marcou na seminfinal e na final.

Se formos campeões, não será jogando bonito. Mas será emocionante pela garra e superação. O Grêmio e o Palmeiras, com Felipão no comando, conseguiram vencer a Libertadores com esta estratégia.

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Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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