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O Corinthians virou o Yankees do Brasil

gustavochacra

14 de fevereiro de 2013 | 14h11

O Corinthians  conseguiu se transformar no sinônimo de grande clube do Brasil. Depois do título mundial, da contratação do Pato (e da de Ronaldo, anos atrás), o time passa a ter destaque no exterior. Estrangeiros já falam com familiaridade da equipe, que foi alvo até de reportagem elogiosa no Wall Street Journal.

Falo como torcedor do Palmeiras. Cresci enxergando o Corinthians como um time regional, que conseguiu seu primeiro título brasileiro em 1990 com o gol do Tupãzinho. Forte era o São Paulo e, posteriormente, o próprio Palmeiras com a Parmalat.

Nos últimos anos, porém, especialmente depois da Segunda Divisão, o Corinthians virou um gigante e fez um espetacular trabalho de marketing, se tornando a maior marca do futebol brasileiro. Sua torcida praticamente empatou com a do Flamengo em número de torcedores.

Hoje, o Corinthians  equivale ao Yankees para o baseball dos EUA ou ao Boca Juniors para o futebol argentino. O mais rico, o mais vencedor, o mais famoso e, em breve, o com o melhor estádio, embora o tenha construído com ajuda do governo, diferentemente do São Paulo e do Palmeiras.

O Flamengo já percebeu este fenômeno e pretende dar a volta por cima com a nova administração, mais sintonizada com os novos tempos. Depois de comentar sobre o assunto ontem na Globo News, fui alertado por um dos meus editores para ver os planos dos flamenguistas. Eles sabem da ameaça corintiano e usarão a Copa e a Olimpíada, no Rio, para tentar dar a volta por cima e disputar com o Corinthians o posto de time do Brasil. Querem a marca “Flamengo” em todos os aeroportos e lojas esportivas do mundo – e a camisa vermelha e preta é maravilhosa.

Depois de analisar friamente, acho que Flamengo e Corinthians têm o potencial para se transformar no Real Madrid e Barcelona do Brasil. Os dois ganhariam muito com a rivalidade. O Santos ainda tem o Pelé para se vender e o São Paulo leva vantagem por ter o nome da maior cidade brasileira. Mas os próximos anos podem ser cada vez mais de rubro-negros e alvinegros.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009 e comentarista do programa Globo News Em Pauta, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti, Furacão Sandy, Eleições Americanas e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

 

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