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O Egito deve ter um regime similar à Turquia pré-Erdogan

gustavochacra

18 de junho de 2012 | 11h40

no twitter @gugachacra

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Logo depois da queda de Hosni Mubarak no Egito, a maior parte dos analistas, incluindo este blogueiro, apostaram que o destino do país no médio prazo seria a solução “turca”. Não a Turquia de hoje, mas a dos anos 1990, pré-Erdogan. Existiriam autoridades civis, mas as Forças Armadas manteriam o poder de veto sobre tudo o que não fosse seu interesse.

É exatamente este cenário que se consolida no Cairo. Os militares seguirão no poder, permitindo realização de eleições para presidente e Parlamento desde que os resultados não entrem em choque com as suas políticas para o Egito.

A Irmandade tem opção de aceitar ou entrar em choque com o regime. No primeiro caso, pode ser hábil e ir conquistando o poder aos poucos, como os islamitas conseguiram por meio de Erdogan na última década na Turquia. Caso optem pela segunda opção, correm o risco de entrar no ostracismo, como aconteceu com políticos islamitas turcos até os anos 1990, como Erbakan.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. Também é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

 

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