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O Novo e a Rede podem ser o Ciudadanos e o Podemos do Brasil?

gustavochacra

21 de dezembro de 2015 | 13h12

Podemos e Ciudadanos são dois partidos que praticamente não existiam na Espanha nas eleições de 2011. O país era dividido solidamente entre o PP, de centro-direita, e o PSOE, de centro-esquerda. Escândalos de corrupção e uma profunda crise econômica levaram a protestos ao redor do país. Os manifestantes se organizaram e formaram dois novos partidos. Justamente o Podemos e o Ciudadanos.

Apenas para entender, das 350 cadeiras do Parlamento espanhol, nas eleições de 2011, 186 ficaram com o PP e 110 com o PSOE. Nas eleições deste fim de semana, ninguém conseguiu maioria. O PP, mais votado, terá 123 cadeiras, enquanto o PSOE ficará com apenas 90. Os dois novos partidos, embora ainda minoritários, tiveram um ótimo desempenho – o Podemos, com 69, e o Ciudadanos, com 40. As cadeiras que sobraram ficaram com partidos menores ou regionais.

O Podemos é uma agremiação de esquerda. O Ciudadanos é mais complexo, pois mistura posições de esquerda e de direita, com um pouco de liberalismo econômico, mas também com posturas social-democratas. Seus líderes são jovens. Pablo Iglesias, do Podemos, tem 37 anos. Albert Rivera, do Ciudadanos, tem 36.

O Brasil, desde 1994, é dominado pelo PT e pelo PSDB, que se revezam em coalizões com o PMDB. Há também partidos como o DEM (ex-PFL), o PP e o PSB. Mais recentemente, surgiram dois novos partidos. A Rede e o Novo. Será que eles terão condições de crescer como o Podemos e o Ciudadanos? Em 2011, diziam ser impossível quebrar o bipartidarismo do PP e do PSOE. Mas o Podemos e o Ciudadanos quebraram.

Guga Chacra, blogueiro de política internacional do Estadão e comentarista do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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