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A possível ação de Israel contra o Irã

gustavochacra

03 de novembro de 2011 | 12h54

Mais uma vez surgiram informações de que Israel pode atacar o Irã. O vazamento, segundo se especula, teria partido do ex-diretor do Mossad, um dos maiores opositores de uma ação contra as instalações nucleares iranianas.

Também começaram a dizer que tudo faz parte de uma operação americana de três etapas. Primeiro, a acusação de que o Irã estaria por trás de uma ação para matar o embaixador saudita em Washington. Em segundo lugar, a retirada das tropas do Iraque. Por último, o relatório da Agência Internacional de Energia Atômica que será divulgado na próxima semana.

A primeira parte provocou enormes dúvidas mesmo entre aliados americanos no Conselho de Segurança e foi deixada de lado nas últimas semanas. Na segunda, foi o Iraque que obrigou os americanos a saírem, e não os americanos que quiseram se retirar. Por último, o relatório da AIEA é independente e, em outras ocasiões, adotou posições distintas das dos EUA.

Isso não significa que um ataque contra Teerã esteja descartado. Ao contrário, Israel certamente mantém um plano de contingência para bombardear o Irã e os americanos fazem o mesmo. Nunca esta possibilidade foi retirada da mesa. Mas os israelenses e os EUA obtiveram excelentes resultados através de sabotagens, incluindo vírus de computador. Estas ações não colocam a vida de ninguém em risco – nem de civis iranianos – e não provocam condenações internacionais. Portanto não haveria motivos para mudar.

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