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O preço da gasolina ainda pode derrotar Obama e eleger Romney presidente

gustavochacra

10 de março de 2012 | 17h59

Eleições nos EUA 2012

no twitter @gugachacra

O último mês tem sido repleto de boas notícias para Barack Obama. As primárias republicanas prosseguem com os pré-candidatos se atacando, enquanto o presidente ganha tempo para se preparar para a campanha. Há ainda o anúncio da criação de mais de 200 mil postos de trabalho em março, embora a taxa de desemprego continue em 8,3%. O índice de confiança do consumidor também cresceu.

Por outro lado, os republicanos terão um candidato até agosto. Talvez, antes disso. Provavelmente, será Mitt Romney. E, como escrevi diversas vezes, ele é um homem preparado para ser presidente, com uma boa e moderada administração em Massachusetts, uma carreira excepcional na iniciativa privada, dirigindo o fundo de privaty equity Bain Capital, além de dois diplomas de Harvard, se formando entre os primeiros colocados. Será um debate entre mais intervenção do Estado (Obama) e mais liberdade de mercado (Romney). O eleitor pode concordar com um com o outro.

Os republicanos que hoje atacam Romney estarão ao seu lado, assim como os democratas simpatizantes de Hillary Clinton votaram em Obama quatro anos atrás. Toda uma máquina conservadora (na economia) o ajudará. Para completar, terá ainda Ann Romney, sua carismática mulher que talvez tenha uma capacidade única de atrair o voto feminino.

Além disso, vamos ver como estará a economia em outubro. O cenário internacional pode mudar. Um ataque de Israel ao Irã fará disparar os preços do petróleo. Nenhum americano se sentirá bem com um galão de gasolina a US$ 8. Obama precisa se preparar, e muito, para o que está por vir. Romney não é qualquer um como gostam de pintar.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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