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O que os EUA podem aprender com Tel Aviv e Beirute

gustavochacra

22 de abril de 2013 | 16h39

POLÍTICA ANTITERRORISMO DOS EUA NÃO SERÁ ALTERADA

O GUIA PARA ENTENDER O ATENTADO EM BOSTON

Boston, na sexta-feira, ficou completamente fechada. Ninguém podia sair de casa. O transporte público não funcionou. As aulas foram suspensas. Lojas e restaurantes não abriram. Nas ruas, carros das Forças Armadas e da polícia dominaram o cenário. Tudo para capturar Dzokhar Tsarnaev, um dos dois suspeitos pelo atentado em Boston, ao lado de seu irmão, Tamerlan, que havia morrido na noite anterior.

Como bem lembrou um site libertário, Dzokhar e Tamerlan não foram capturados enquanto este estado quase marcial estava implementado. O primeiro foi localizado e morto na madrugada de sexta, quando tudo funcionava normalmente. Ao ser restringida a circulação, o caçula conseguiu escapar. Quando liberaram e um morador saiu para respirar, ele foi encontrado no barco.

No fim, os terroristas, sejam eles os suspeitos ou outras pessoas, atingiram o objetivo, que não é apenas matar. É aterrorizar, deixar as pessoas trancadas em casa, com medo, imaginando que outro atentado irá ocorrer.

Neste sentido, o governo americano deveria aprender com o israelense, seu maior aliado, ou com os libaneses. Durante a segunda Intifada, em vez de trancar os habitantes em suas casas, Israel isolava área, colhia as provas e imediatamente limpava tudo para a situação voltar ao normal. Os moradores de Tel Aviv, de Jerusalém e de outras cidades se levantavam imediatamente e tocavam sua vida normalmente, sem ceder aos terroristas – por favor, não é para discutir aqui a questão do Hamas, apenas para mostrar como os israelenses lidam com o terrorismo de uma forma diferente dos americanos. Em Beirute, depois de atentado, os libaneses imediatamente seguem com as suas vidas indo ao cinema, balada ou fumar um narguile

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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