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O que deve acontecer na Síria

gustavochacra

12 de novembro de 2012 | 14h48

Apesar dos recentes atritos na fronteira Israel-Síria, o conflito será focado mais na divisa entre o território sírio e turco. Cada vez mais, a Turquia é arrastada para uma guerra. Seu premiê, Recep Tayyp Erdogan, não deve arriscar, mas pode chegar um momento em que o envolvimento das forças de seu país seja inevitável.

Neste cenário, a OTAN iria decidir pela intervenção com o argumento de que um de seus membros foi atacado. Uma ampla operação aérea seria iniciada, especialmente agora, com o fim das eleições americanas. Mas apenas tropas turcas teriam o ônus de entrar dentro da Síria e, provavelmente, assumir o controle de áreas próximas à fronteira.

A guerra civil prosseguirá por tempo indeterminado. A oposição se sentirá fortalecida dentro da Síria, embora extremamente dividida e com aumento dos choques entre as diferentes facções. O Conselho Nacional Sírio continuará sem peso interno porque ninguém que está lutando em Aleppo respeitará alguém morando em Paris.

Bashar al Assad não cairá facilmente pois conta ainda com apoio suficiente interno e externo, especialmente do Iraque e do Irã, além das minorias alauíta, cristã e druza. Ao mesmo tempo, corre elevado risco de ser traído e morrer assassinado em um atentado.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009 e comentarista do programa Globo News Em Pauta, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti, Furacão Sandy, Eleições Americanas e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios


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