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O que o Pastor Feliciano, a Irmandade, o Hamas e os aiatolás têm em comum

gustavochacra

09 de abril de 2013 | 12h56

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O Egito era um país com muito mais liberdades para as mulheres e as minorias nos anos 1960 e 70 do que agora. Egípcias, muçulmanas ou não, costumavam exibir os cabelos. As que se cobriam, o faziam porque queriam. Os homens também podiam beber e contar piadas sem medo de ser reprimidos.

No Irã, nos anos 1970, com todos os enormes defeitos da ditadura do xá, as pessoas frequentavam baladas e se vestiam da forma que bem entendessem. Teerã não era muito diferente de São Paulo ou de Istambul. Era uma cidade grande de uma nação em desenvolvimento.

Muitas vezes, porém, as pessoas não percebem quando movimentos fundamentalistas começam a crescer. Um iraniano não podia imaginar em 1975 como o aiatolá Khomeini transformaria o país.

Vale frisar, isso não ocorre apenas em nações islâmicas. Religiosos radicais costumam ganhar força em todo o mundo e as pessoas não prestam atenção. Dá até para fazer uma analogia com o Brasil. Apenas não me aprofundo porque não discuto política brasileira neste blog.  Mas basta ver o discurso do pastor Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, falando que John Lennon foi morto por ser sentir mais famoso do que Jesus.

 Não é, de verdade, diferente de discursos de líderes de grupos como o Hamas, o Taleban e os salafistas do Egito. É apenas outra religião e outra língua. Feliciano teria o perfil ideal para ser um líder do Hamas em Gaza, pregando contra quem pensa diferente dele.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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