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O que o PT, Erdogan, Putin, CNA e Peronistas têm em comum?

gustavochacra

03 de abril de 2014 | 11h53

O AKP, apesar de casos de corrupção e abuso de poder, segue no comando na Turquia.  O PJ (peronista), com seu histórico de administrações horrendas, segue na Casa Rosada em Buenos Aires. O Congresso Nacional Africano, que, depois de Mandela, degringolou com dois presidentes envolvidos em corrupção, também é imbatível. O PT, apesar do mensalão, pode ganhar a sua quarta eleição presidencial seguida no Brasil. Na Rússia, Putin não tem adversário.

 Por que países democráticos ou supostamente democráticos do mundo em desenvolvimento veem a eternização de alguns partidos no poder, apesar de casos de corrupção e administrações duramente criticadas, como na Argentina?

 São dois os principais motivos

 . Primeiro, porque, em algumas destas nações, assim como o PRI em décadas passadas no México, estes partidos elaboraram planos para permanecer indefinidamente no poder. A estratégia variou de acordo com a nação

 . Em segundo lugar, em alguns destes países, a oposição se dividiu e se autodestruiu, deixando de ser uma alternativa. Além disso, não apresentam uma plataforma própria.

Qual a solução?

 Os partidos de oposição deveriam se espelhar nos republicanos e democratas nos EUA.  Ambos sabem o tempo todo mostrar no que divergem dos adversários. Sabemos exatamente quais as diferenças de ambos em economia, questões sociais, saúde e política externa. Mesmo na França, Alemanha e Grã Bretanha, as diferenças costumam ser claras.

 No Brasil, muita gente não vê tanta diferença entre PSDB e PT ou entre Dilma e Serra na eleição passada – ambos economistas de centro-esquerda, com posições conservadoras em temas sociais como no caso do aborto e desinteressados por política externa.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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