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O que ocorreria se a Coreia do Norte atacasse?

gustavochacra

04 de abril de 2013 | 10h59

Vejam meu comentário sobre a CRISE NA COREIA DO NORTE no Globo News Em Pauta

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O que ocorreria se a Coreia do Norte lançasse um ataque? Se for contra a Coreia do Sul ou o Japão, provocaria enormes estragos e milhares de mortos. Os dois países, assim como os EUA, reagiriam imediatamente e teria início um conflito regional. No fim, o regime de Pyongyang sairia perdedor e um armistício seria negociado pela China.

Mesmo com este cessar-fogo, o regime provavelmente entraria em colapso. Centenas de milhares de pessoas tentariam cruzar a fronteira para a China e a Coreia do Sul em busca de ajuda humanitária. Os armamentos nucleares e mesmos os convencionais ficariam com pouca fiscalização. Membros do regime tentariam assumir o controle deste arsenal. Seria necessário um número de militares similar ao enviado ao Iraque para tentar manter a paz. A China seria fundamental para a reconstrução do país e a busca da estabilidade.

A economia internacional seria duramente afetada, levando em conta a enorme importância do Japão e da Coreia do Sul.

Um ataque contra os EUA, por outro lado, não teria o mesmo impacto porque certamente fracassaria. A Coreia do Norte dificilmente atingiria o território americano e o escudo em Guam garantiria a segurança.

Seria algo similar ao Irã no Oriente Médio. O regime de Teerã não ameaça os EUA. Mas certamente seria um perigo maior para os seus vizinhos caso obtivesse uma arma nuclear. O Japão e a Coreia do Sul estão para a Coreia do Norte como a Arábia Saudita e Israel estão para o Irã.

Obs. Pela lógica, a Coreia do Norte não atacará. Mas, pela lógica, Saddam não invadiria o Kuwait e a Argentina não tentaria recuperar as Malvinas/Falklands pela força

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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