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Obama e Romney são diferentes de mensaleiros do Brasil

gustavochacra

25 de outubro de 2012 | 12h24

Eleições nos EUA 2012

Pode-se criticar Barack Obama e Mitt Romney por suas posições em economia, questões sociais e política externa. Mas não por suas vidas pessoais e muito menos por envolvimento em casos de corrupção. Por este motivo, me chama a atenção a diferença dos dois para alguns políticos brasileiros.

Ao logo de uma das mais agressivas campanhas da história americana, ninguém até agora insinuou que Obama tenha desviado dinheiro nos seus quatro anos na Casa Branca ou pago deputados e senadores para conseguir apoio. O mesmo se aplica a Romney no governo de Massachusetts.

Sou um crítico de ambos em uma série de temas. Acho que a visão de Obama na economia não inclui incentivo ao empreendedorismo, além de defender uma presença muito forte do Estado na economia, e condeno ainda seu extremismo na deportação de 1 milhão de imigrantes sem documentos. Romney, infelizmente, para agradar a ala conservadora de seu partido, abdicou de suas posições a favor do direito de homossexuais se casarem e a necessidade de reforma do sistema de saúde – o Obamacare simplesmente é uma cópia do Romneycare, de Massachusetts. Por último, acho deplorável ambos defenderem o uso indiscriminado de drones no Iêmen e no Paquistão, matando suspeitos e também crianças e mulheres inocentes.

Mas, sejamos claros, Obama e Romney não são acusados de ladrões. E nisso eles se diferem muito de alguns políticos de um país que vocês conhecem muito bem.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade ColumbiaTambém é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios


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